Imposto de Renda sobre criptomoeda: o guia sem enrolação
Declarar criptomoeda no Imposto de Renda confunde até quem já declara há anos — e o erro mais comum é achar que a isenção de R$35 mil por mês vale sempre. Não vale. A regra muda conforme a exchange que você usa, e errar pode significar malha fina.
Este guia explica as regras que realmente importam — isenção, exchange nacional vs. exterior, PTAX e os códigos da declaração — sem prometer nada além do que a lei diz. É material educativo, não uma consultoria contábil: o seu caso específico, quem fecha é um contador.
Por que confiar
A chave de API lê e opera — mas não pode sacar. Seus fundos nunca saem da sua conta na exchange.
Sem stop-loss por filosofia: se o preço cair, o bot segura e reabre depois. Você só realiza com lucro.
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Metade de cada lucro reinveste, metade vai pro cofre; o piloto sobe de $100 a $10.000 seguindo um plano publicado. É regra, não promessa.
O erro mais comum: confundir isenção de venda com isenção de lucro
A isenção clássica de R$35 mil por mês olha o total VENDIDO no mês — não o lucro. Se você vendeu R$40 mil em cripto num mês, mesmo tendo lucrado pouco (ou nada), a isenção já não se aplica. É o detalhe que mais gera declaração errada.
Exchange nacional × exchange no exterior: a regra muda
A isenção de R$35 mil/mês vale para operações em exchange nacional. Se você usa uma exchange no exterior — a Coinbase (coinbase.com) é o exemplo mais comum entre usuários do Theta — a regra é outra: a Lei 14.754/2023 aplica 15% sobre o ganho, sem essa isenção, e a venda em USDC é convertida pelo câmbio PTAX do dia da operação.
- Exchange nacional: isenção de R$35 mil/mês sobre o total vendido.
- Exchange no exterior (ex.: Coinbase): Lei 14.754/2023 — 15% sobre o ganho, sem a isenção, convertido pelo PTAX do dia.
- Acima de R$30 mil/mês em ativos no exterior: existe também o reporte mensal da Instrução Normativa 1888 — feito por você, à parte da declaração anual.
Os códigos certos na declaração
Criptomoeda entra no Grupo 08 da ficha de Bens e Direitos, com o código específico por tipo de ativo: 01 para Bitcoin, 02 para as demais criptomoedas (altcoins), 03 para stablecoins. Cada posição deve discriminar a exchange onde está guardada.
O que o Theta calcula por você — e o que não calcula
Em Configurações › Fiscal, o Theta gera um CSV com todas as ordens reais dos seus bots — data, exchange, par, lado, quantidade, preço e taxa — já com a origem de cada ordem (nacional ou exterior, conforme a conexão) e o câmbio PTAX aplicado dia a dia, inclusive sobre a taxa paga em BNB. O painel também mostra 'Seu mês até agora': quanto você já vendeu no mês em reais, contra o teto de R$35 mil.
Limite honesto: o CSV cobre só as ordens dos bots. Se você fez um Convert (trocar uma cripto por outra na mão), um trade manual ou um saque, isso também é alienação para a Receita — mas não entra no CSV do Theta. Para essas operações, puxe o extrato direto da exchange.
Quando o Banco Central está fora do ar
Se a fonte do PTAX (Banco Central) está indisponível no momento do cálculo, a coluna de câmbio fica vazia no CSV — o Theta nunca inventa uma cotação.
Perguntas frequentes
A isenção de R$35 mil vale pra qualquer corretora?
R$35 mil é sobre o lucro ou sobre o total vendido?
O Theta calcula e envia o DARF pronto?
O CSV do Theta cobre tudo que preciso declarar?
Isso substitui um contador?
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Este conteúdo é educativo e não substitui orientação contábil ou jurídica; regras tributárias podem mudar e cada caso é diferente. O Theta é software de automação, não recomendação de investimento; cripto envolve risco.